domingo, 31 de outubro de 2010

EM ALGUMAS HORAS, ESTAREMOS TRAÇANDO O DESTINO DO NOSSO PAÍS PARA OS PROXIMOS QUATRO ANOS

Foi uma campanha que oficialmente começou em julho, mas que na verdade já se arrasta desde o ano passado, quando o presidente Lula começou a pôr a máquina pública a serviço da "construção" de sua candidata, Dilma Rousseff.
O presidente eleito hoje terá pela frente como uma das tarefas inevitáveis desarmar os espíritos, radicalizados nesta eleição como há muito não se via neste país. Ela não foi o que poderia ter sido em termos de espaço aberto ao debate, com alguma profundidade, de problemas reais e respectivas propostas de solução. Foi perdida a chance concedida pelo segundo turno a que Dilma e Serra desarmassem espíritos, colocassem a marquetagem a distância segura, e de fato expusessem o que o pensam para um país e uma sociedade que saem de um ciclo de oito anos de continuidade administrativa, com avanços, mas também mazelas e graves opções a tomar diante do futuro.
O vencedor de hoje terá o desafio não só de superar a radicalização do segundo turno como também de enfrentar inúmeros e sérios problemas do Brasil real. Há um outro país que precisa ser tirado dos trilhos da informalidade, que movimenta R$ 600 bilhões por ano, montante que poderia resultar numa arrecadação de R$ 200 bilhões para investimentos em áreas  prioritárias como saúde e educação, por exemplo.
Que se passe uma borracha naquilo de ruim que foi feito, e tire-se grande proveito de coisas boas que foram plantadas. O Brasil não é mais o país do futuro, esse futuro já chegou. O Brasil é agora.
Samico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário