quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ANTES DE DEIXAR O GOVERNO, FRANKLIN MARTINS AMEAÇA REGULAÇÃO DA MÍDIA

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, antes de deixar o governo, voltou ao ataque, e de forma arrogante e autoritária, defendeu o interesse oficial de estabelecer nova regulação para a mídia eletrônica e digital. Na abertura do Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Covergências de Mídias, em Brasília, organizada pelo governo, Franklin ultrapassou a fronteira da sensatez e ameaçou que a discussão do tema terá de ser travada, podendo ser feita "num clima de entendimento ou de enfrentamento".
Já houve, no governo Lula, duas tentativas frustradas de condicionar a imprensa a um conselho controlador e as manifestações artísticas a outro, o que a sociedade repeliu com vigor. O próprio presidente, não poucas vezes, refere-se de forma pouco apreciativa aos órgãos de comunicação. É necessário que a sociedade brasileira, nitidamente democrática, não se deixa contaminar pela antidemocrática política de nossos vizinhos, em que o crescimento do autoritarismo é evidente. Sem imprensa livre, não há democracia, pois o povo não tem como saber o que ocorre nos bastidores e porões dos poderes senão pelos órgãos de comunicação.
Num país que, depois de 1988, conheceu um impeachment presidencial, uma superinflação e escândalos governamentais-anões do orçamento, mensalão, etc, só foi possível manter a alternância de poder, impedir a ruptura institucional e assegurar o bom funcionamento das instituições por força do equilíbrio entre os poderes, do amplo direito de defesa e, principalmente, da liberdade de expressão.
Que esse maior bem de uma democracia seja preservado no Brasil. O povo brasileiro não pode deixar-se contaminar pelos ventos procelosos que fustigam nossos vizinhos. Que a nossa democracia prevaleça sobre as semiditaduras em que vão se transformando alguns países latino-americanos.
Samico.

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