A regra mostra que "ganhar a eleição contra um governo bem avaliado não é para quem quer, é para quem pode".Cabe bem para a eleição presidencial onde o governo Lula tem uma avaliação ótima de 70% da população. Quando o governo está bem avaliado o favoritismo é claro. Trata-se de uma lógica e o eleitor não quer risco: quando ele considera o governo bom ou ótimo ele tem maior preferência para votar ou no candidato do governo ou naquele que disputa a reeleição. Sendo uma lógica, ela se aplica a qualquer eleição: federal, estadual ou municipal.
Dilma venceu porque é a candidata e herdeira de Lula, apesar de toda cruzada religiosa montada na campanha, algo nunca visto no Brasil. Parte da Igreja Católica e dos evangélicos uniram-se para derrotar a candidata petista. Esta lógica foi comprovada em dois importantes colégios eleitorais: São Paulo, com a eleição de Alckmin e Minas Gerais com a eleição de Anastasia, candidato de Aécio Neves.
E ninguém duvide de que Dilma fortalecera o que deu certo no atual governo, como os programas sociais, redução da miséria, melhoria do poder aquisitivo do brasileiro além do fortalecimento do Brasil como país, através da política externa independente e em defesa da soberania. Mas Dilma tem que enfrentar também problemas gigantescos ainda em saneamento, saúde, educação e infraestrutura em todo país que ficou boa parte no papel.
O grande vitorioso desta eleição é Lula. Um operário que foi reeleito presidente e fez seu sucessor. Fora do governo, Lula precisará conter o "Lulismo" para que ele não se confunda com o governo Dilma. Ninguém duvide, Lula e Dilma se completam e dificilmente terão qualquer tipo de desentendimento. Daqui a quatro anos os dois estarão juntos no mesmo palanque seja o quadro político favorável ou não.
Samico.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
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