Há cenas de forte simbolismo registradas na bem-sucedida operação de retomada da Vila Cruzeiro, na Penha, pelo poder publico. O fato de uma coluna liderada por um blindado da Marinha, seguido por veículos da Polícia Militar, demonstra que a repressão, o cerco, as prisões, coordenadas pela União, Estado e Municípios deve ir até o fim, com ocupações permanentes. Ir até o final, em uma operação de guerra contra a ocupação territorial do crime internacional. Seus direitos processuais devem ser respeitados, depois que estiverem bem encarcerados em celas individuais e incomunicáveis, todos, sem exceção, que traficam drogas. Quantos presídios temos para isto? Se não existe, é preciso criar um plano de emergência. Chamem as construturas, contratem gente. É necessário organizar um sistema integrado de inteligência, equipar todas as forças, pagar melhor aos agentes, vigiar e punir. Mas isso tudo é só paliativo porque a população não pode estar refém dos remanescentes do tráfico de drogas, principalmente os jovens menores, há muita reserva de mão de obra para o tráfico. O mais importante agora é que o tráfico pare de fazer vítimas inocentes, trabalhadores, famílias desestruturadas pela ação das drogas e da violência ilegal. O Estado não pode abrir mão, está obrigado a usar a sua violência para pacificar o Rio de Janeiro. Nada de acordo. Guerra é guerra, não adianta chorar o leite derramado ou estudar as origens da coisa. O tráfico de drogas é funesto. Em seguida, o Governo Federal deve concentrar forças, recursos financeiros, humanos (uma equipe emergencial de guerra pacificadora, formada pelos próprios moradores das comunidades, organizados, apoiados pela polícia, por psicólogos, educadores, assistentes sociais, médicos, dentistas, gestores públicos, especialistas em segurança pública, arquitetos, engenheiros, etc. Uma verdadeira força tarefa) para organizar e ocupar as comunidades que foram abandonadas e entregues aos bandidos por total ausência do estado.
É preciso que algo seja feito, a curto, médio e longo prazo, para que não tenhamos mais essas imagens dramáticas.
Samico.
sábado, 27 de novembro de 2010
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