A presidente eleita, Dilma Rousseff receberá no dia 1º de janeiro de 2011 a faixa presidencial das mãos do presidente Lula e uma dívida bilionária de R$ 50 BI em débitos a pagar no Orçamento de 2011, apenas por obras e serviços já encomendados (construção de habitações, barragens, postos de saúde, manutenção de estradas, etc). Recorde "restos a pagar" em obras federais: Lula vai deixar para a sua sucessora contas penduradas (50,7 BI) cujo valor é oito vezes maior do que ele herdou do governo Fernando Henrique Cardoso (6,6 BI).
Os débitos pendentes nos itens "investimentos" (obras) e "outras despesas correntes" (contratações temporárias, material de consumo, pagamento de diárias,subvenções etc) somavam R$ 12 bilhões em 2003 e saltaram para R$ 102,2 bilhões em 2009. Aumentou 750% nos últimos 7 anos.
Outro ponto sensível é a previdência, que fechará 2010 com um déficit de R$ 45,7 bilhões. Só com pagamentos indevidos feitos em duplicidade ou a beneficiários mortos, o prejuízo é de um bilhão por ano.
A presidente eleita começará mandato com Orçamento engessado por "restos a pagar" e refém de uma burocracia que atravanca o início das obras. Nada indica, que esse cenário vai mudar a partir de 1º de janeiro.
Mal começo!
Samico.
domingo, 7 de novembro de 2010
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