Dilma Vana Rousseff, 63 anos, mineira radicada no Rio Grande do Sul, será, depois de trinta e treis homens, a primeira mulher presidente da República do Brasil. Dilma foi guerrilheira marxista, presa, torturada, cumpriu pena no regime militar, emergindo na volta à democracia como secretária de Energia e Minas do governo gaúcho.
Sem nunca ter se candidatado antes a qualquer cargo eletivo, sendo quase desconhecida dos brasileiros até ser nomeada ministra da casa Civil, por Lula em 2005, Dilma elegeu-se, no domingo passado, presidente da República do Brasil com 55,7 milhões de votos - 12 milhões a mais do que seu concorrente, um veterano político, o tucano José Serra. Dilma tornou-se a primeira mulher eleita para ocupar o mais alto posto da hierarquia política do país.
Foi uma vitória de Dilma. Foi uma vitória de Lula, que, com a força de sua popularidade, abriu caminho para uma candidata cujo desempenho nas urnas foi, no começo, uma incógnita até mesmo para os mais fervorosos partidários.
O discurso que fez logo depois da contagem dos votos, reafirmou o respeito irrestrito à liberdade de expressão e seu reconhecimento de que "as críticas do jornalismo livre ajudam o país e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório"
Mostrou-se um bom mapa do caminho que ela seguirá. Foi um grande começo.
Samico
terça-feira, 2 de novembro de 2010
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