Que não se culpem mudanças climáticas, alterações na temperatura do Pacífico ou outro fenômeno da natureza. As enchentes que a cada verão levam pavor, morte, prejuízos de toda ordem às duas maiores regiões metropolitanas do país e ao interior de respectivos estados, como nos últimos dias, são uma obra bem construída durante anos de incúria, demagogia e falta de planejamento do poder público e de certos políticos em particular. A rigor, as mesmas mazelas são encontradas em todas as regiões.
Os políticos seguem sua rotina de obter benefícios para si e seus familiares e de disputar cargos públicos. Não para implantarem seus planos de trabalho, mas para auferirem benefícios que o poder corrompido possibilita. Algumas campanhas são financiadas por empreiteiras para que fechem os olhos às exigências e escancarem a especulação imobiliária. As reais prioridades dos políticos ficam evidentes, apesar de tudo que apregoam para obter votos. A consequência é uma rotina trágica de enchentes, desgraças, mortes, descalabros na saúde e na educação, com o discurso falso de que tudo está melhor. Em algum momento, a sociedade tem que perceber que estas duas rotinas são ligadas e só uma mobilização coletiva e reparadora pode colocar termo a este círculo vicioso.
Samico.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário