Sabemos já que as melhores projeções de inflação para 2011 ficarão entre cinco e seis por cento. Isso não impede que esses números dancem para frente ou para trás. A Economia é uma coisa mobilíssima,viva, caminhante.
Esse consumo alegre que temos visto nos últimos meses e que se acentuou no finalzinho de 2010, com as compras de fim de ano, é deveras preocupante no sentido de que esses valores transados aumentem esses números da Economia e com isso a inflação suba e acelere seus índices. Pelo IPCA, a inflação de 2010 foi de 5,9 por cento.
Neste ano de 2011 teremos fatores bem desfavoráveis, uma vez que o excesso de chuvas afetou a produção de alimentos em regiões bastantes produtoras no Sul do país. Esses acontecimentos inesperados trazem complicações que, às vezes, nem conseguimos mensurar ao certo.
Os alimentos e o setor de serviços foram os vilões desses números de 2010. Diante dessas catástrofes que acometeram essas regiões do país, poderemos ter complicações importantes nos números das toneladas de alimentos já na próxima safra, além das perdas com esta que passou e que deixou um rastro de mortes e de miséria. O clima e os baixos estoques de alimentos mundiais devem piorar esses números em 2011.
Houve uma pandemia de acontecimentos mórbidos às Economias mundiais como um todo. Os recentes acontecimentos que vimos no planeta, uns acreditam que tenha sido devido ao famigerado efeito estufa, já outros preferem imputar os danos a outros fatores que não aquele.
É por essa razão e tantas outras mais que a Presidenta Dilma Rousseff terá que decidir - e bem decidido -, entre abortar a gastança desenfreada do Estado, o que já vinha sendo feita no Governo Lula e acelerar com sede de desenvolvimento os investimentos nos setores básicos como saneamento, transporte público, etc.
Será preciso gastar muito para resolver os problemas mais cruciais da sociedade brasileira, porém, com todo o zelo possível.
Para completar as preocupações governamentais, Teremos que desembolsar uma ótima grana extra para executarmos bem a Copa do Mundo de 2014, além das Olimpíadas. Coitado do Tesouro Nacional! Vazam promessas de propostas desenvolvimentistas, porém, o que está realmente na cabeça da presidenta Dilma Rousseff, como prioritária, isso é complicado de sabermos. Mas o barco há de ser tocado e o país tem pressa em crescer.
Somos o “Leão” da América do Sul e teremos que dobrar os esforços para aumentar o crescimento, cuidando muito bem, é claro, para que uma onda inflacionária não perturbe a Economia como um todo.
É enganosa a idéia de que crescer às pressas e com bastante vigor, seja o caminho mais lógico para que uma nação grande se torne ainda maior.
A inflação é remédio que cura e que mata. Todo o cuidado a esse respeito é pouco. Crescer, mas, apenas com segurança e tendo as rédeas dos números nas mãos, sem contemplar os excessos das compras, principalmente as que nos são supérfluas, desnecessárias. A Presidenta Dilma Rousseff terá mesmo que desdobrar-se em várias, para saber onde e quanto e quando investir. Não lhe faltarão áreas carentes de recursos do Tesouro nacional. Sabendo escolhê-las será importante e decisivo em todo esse contexto discutido.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
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