A Rede Social Twitter, facebook, como novo catalizador de massas e a internet, mostrou uma capacidade nunca antes vista de organização, dotaram o cidadão de uma magnífica ferramenta que necessariamente subtrai poder ao Estado. Tira sua capacidade de controle e desgasta seu monopólio sobre certos tipos de informação. É evidente que estamos vivendo uma nova era. A informação é poder. Isso ficou claro através da força que a Rede tem sobre as pessoas e porque o Egito se tornou estopim dessa força.
Assim como no Egito, o Brasil enfrenta pela primeira vez um poder de voz que se manteve calada por décadas. A voz da Rebeldia. Ou seria a voz da consciência? Pra mim a voz da Liberdade.
A internet tornou-se a janela ou porta de acesso a todos os tipos de manifestações. Ideológicas, sentimentais, de questionamentos. Manifestações estas que se tornaram um grande problema para os Governantes.
Até então uma pessoa pensar, questionar não era ameaça, mas quando uma pessoa encontra outra e mais outra com os mesmos questionamentos a coisa muda de figura. Os questionamentos vão ganhando força , vão se repercutindo e ganhando mais expressão, e na rede vão ganhando um espaço que muitos ignoravam existir. Graças as Redes Sociais como Twitter e facebook estas pessoas descobriram o poder da mobilização.
Países como a Tunísia e o Egito possuem uma rede virtual ativa e combatente. A mobilização saiu da internet e ganhou vida nas Ruas. Estes países sofreram repressões políticas. Um governo que ditava regras e impunha o controle em cima da população.
Tanto na Tunísia como no Egito o que se viu foi um processo que está apenas começando. O processo de libertação real através da mobilização virtual.
Assim que viram esta força a primeira reação do Governo foi mandar bloquear todo o acesso da rede dentro do Egito. Mas a Rede não se cala, e sua voz ecoa pelo mundo e movimentos solidários começaram a pressionar internacionalmente o Governo Egipcío que se viu obrigado a recuar momentaneamente.
Quando se poderia imaginar que seríamos capazes de confrontar um Governo apenas através da rede. Mas a rede é poderosa.
A natureza ubíqua e descentralizada da rede, seus múltiplos nós(que quase sempre encontram uma forma de contornar a censura) e sua capacidade para estabelecer conexões entre milhões de pessoas em tempo real, estão criando novos mecanismos que subvertem o poder do Estado ao mesmo tempo em que dotam o cidadão de novos canais para exercer a cidadania.
Seja na Tunísia, no Egito ou no Brasil, o que os Governantes precisam entender é que esta Rede não tem limites para se expressar, e que esta Onda se não for entendida pode se tornar um Tsunami, com poderes devastadores.
Samico
sábado, 12 de fevereiro de 2011
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