Um incêndio por volta das 7hs da manhã destruiu os barracões das escolas de samba União da Ilha, Portela, e Grande Rio, além de um barracão usado pela LIESA como oficina de carnaval e ensino profissionalizante. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 20 milhões. O carnaval das escolas que tiveram os barracões atingidos pelo fogo está orçado, entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões, sem contar a verba que as escolas recebem dos patrocinadores. Todas as escolas atingidas são do grupo de elite do carnaval e que vão se apresentar no segundo dia de desfiles na Marquês de Sapucaí.
O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Jorge Castanheira, disse nesta manhã, em entrevista ao “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo de Televisão, que após o incêndio de grandes proporções que destruiu barracões na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, o principal objetivo da Liga é ajudar a reconstruir o desfile das escolas Portela, União da Ilha do Governador e Grande Rio, prejudicadas pelo fogo.
“A reconstrução será imediata”, garantiu Castanheira, que afirmou não saber como o fogo começou nem ter informações sobre o incêndio, pois ele começou antes de os trabalhadores começarem a chegar ao local, às 7h da manhã. O presidente também afirmou que a única preocupação da organização neste momento é que não haja vítimas dentro dos barracões que estão sendo consumidos pelo fogo.”Estamos aflitos. Vamos pedir a Deus que não tenha nenhum tipo de vítima”.
O barracão mais afetado foi o da Acadêmicos do Grande Rio. A escola perdeu praticamente tudo, entre alegorias e fantasias. Um prejuízo financeiro e artístico inestimável, a menos de um mês para o carnaval.
Cidade do Samba foi inaugurada em 2004 para dar mais segurança e infraestrutura as escolas.
“Nós lamentamos tudo o que aconteceu. Não faltará apoio da Prefeitura nem que seja financeiro, se necessário”, disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Ele acrescentou que caberá à Liga das Escolas decidir questões relativas ao regulamento. “Tenho certeza que não faltarão garra e disposição aos componentes das agremiações”, declarou Paes, ao chegar à Cidade do Samba. O prefeito prometeu também todo o apoio as escolas.
A Cidade do Samba foi construída na administração do prefeito César Maia. Um dos objetivos era evitar os constantes incêndios que afetavam os barracões avulsos das escolas, que prejudicavam as agremiações antes do Carnaval. Para o diretor de Carnaval da Liga, Iran Araújo, vai ser difícil recuperar o prejuízo. “Vai ter que haver um esforço muito grande. O tempo até o desfile é curto”, disse ele.
O presidente da Grande Rio, Hélio de Oliveira, afirma que não há tempo para reconstruir tudo a tempo da escola de samba entrar na Marquês de Sapucaí. Mais de três mil fantasias teriam sido perdidas por causa das chamas
Samico.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
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