quinta-feira, 3 de março de 2011

CRIADOURO DA IMBECILIDADE...

Apesar dos esforços e muita esperança por parte dos brasileiros, e principalmente aqueles comprometidos com a Educação, é nítida a incompetência do Poder Público em relação às medidas administrativas tomadas até o momento. O Brasil, embora tenha demonstrado notório progresso em seu desenvolvimento econômico de alguns anos para cá, sendo inclusive reconhecido como potência emergente por países autosustentáveis, ainda parece engatinhar no plano das idéias socioeducativas.
Não se trata de recursos materiais somente, tais como a construção de escolas, a compra de produtos tecnológicos; precisamos sim equalizar o nosso plano educacional tal como ele o é no papel. Refiro-me os Parâmetros Curriculares Nacionais que certamente devem ser muito bem aplicados nas grandes metrópoles, mas pouquíssimos conhecidos em regiões afastadas de nosso Brasil; ou será que os ribeirinhos, ou povos indígenas já ambientados com o nosso processo civilizatório também o seguem tal qual cartilha.
Governantes que governam em prol de seus partidos e de muita cumplicidade, e se esquecem do povo; do povo que vota, mas que morre sem conhecer um Brasil em toda a sua essência histórica, e que sabe apenas aprender a cultuar, a praguejar e a lamentar, pois assim lhe foi repassada a vida através das gerações tal intrinsecamente reviradas pela mesclagem cultural e pela miscigenação, ora oportuna, ora insensata.
As nossas políticas são paliativas e gestacionárias, atendendo a interesses escusos e momentâneos, traçando o comportamento humano no divisor de águas de uma sociedade caótica, que podemos definir como “Fruto da Ninguendade”. Educação não é Religião, mas é coisa séria e deve ser tratada e modelada a partir do Lar, onde pais e filhos se encontram e provocam um choque cultural que transforma e renova as ações sociais do passado, criando mecanismos inovadores. Ao professor, cabe mostrar a criança um horizonte de idéias e novidades, desde a alfabetização até o conhecimento de mundo.
Mas, tudo isso parece ser “belela” nas Pastas Executivas, pois enquanto existirem planos de saúde privados, estaremos fadados à falência de nosso sistema de saúde; enquanto a segurança também se fortalecer na esfera privada, estaremos inseguros; e por final, enquanto cursinhos sustentarem filhos das classes “média e alta”, aprontando-os para ingressarem em nossas universidades estaduais ou federais, ao cidadãzinho de baixa renda, só restará frequentar a falência do Ensino Público que abriga em suas reformadas e capengas salas de aulas, a figura frágil e introspectiva daquele Nobre Professor. E esse cidadãozinho, irá formar-se, ou não, tentando a sua sorte frente aos cartéis das universidades privadas e seus magníficos slogans.
Somos assim, um povo pedindo a Deus e ao Diabo, porque fomos forjados por mascates, e crescemos “Sendo em Ser”, aproveitando oportunidades imediatas, sem a preocupação do porvir.

“O Amanhã a Deus Pertence”
Linda frase se pensarmos nela como uma espécie de poupança; mas e a nossa contribuição para esse amanhã? Quando é que realmente iremos parar e pensar que somente comprometidos com a Educação deixaremos de ver na televisão tantas tragédias provocadas pela insanidade moral de supostos técnicos de nossas Políticas Públicas tão frágeis, vinculadas a vícios e costumes infâmes? Você, Governo! Dê-me uma sala de aula repleta de crianças e eu te devolverei cidadãos construtos, sem preconceitos sórdidos, sem maledicências, sem constrangimentos.

Meu nome é Sergio Valencia, e Eu amo a Educação!

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