Não sei se Julian Assange e seu WikiLeaks vão ter acesso no futuro, às mensagens atuais dos diplomatas americanos ao redor do mundo para o Departamento de Estado (leia-se hoje, Hillary Clinton). Mas se vazarem as mensagens, com certeza, vão mostrar a verdade sobre o cancelamento do discurso de Barack Obama para o povo do Rio, na Cinelândia. Dizer que se agravou a situação na Líbia para justificar que o discurso foi transferido da praça para dentro do Teatro Municipal é desafiar a nossa inteligência.
A história é outra. O discurso foi cancelado porque o Serviço Secreto americano, com base em informações dos analistas de inteligência, que dispõem de programas específicos para busca de palavras-chaves na internet, que rastreiam a imprensa e as redes sociais, juntando-se o que foi colhido pelos “agentes de campo” detectaram que o discurso de Obama corria o risco de ser um fiasco, por conta de uma platéia de “meia-dúzia de gatos pingados”. A idéia do discurso na Cinelândia surgiu de um oferecimento de Cabral e Paes, que na ânsia de faturarem em cima de imagem do presidente Barack Obama, prometeram “mundos e fundos”, leia-se “casa cheia” aos diplomatas americanos.
Quando perceberam que servidores públicos estavam sendo “forçados” a ir fazer claque para Obama; que a única mobilização para o evento nas redes sociais era contrária - com manifestações contra os Estados Unidos, pela PEC 300 e contra Cabral e Paes; que o clima na cidade não era de comparecimento ao discurso, a operação foi abortada, para não ser o maior vexame da trajetória de estadista de Obama.
Garotinho Dep. Federal.
sábado, 19 de março de 2011
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